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Cultural

CCBB — Centro Cultural Banco do Brasil

Cliente: Banco do Brasil S.A. | Local: Brasília-DF | Área construída: 15.000 m²

Ficha técnica

Terreno total 380.000 m²
Área construída 15.000 m² (Ed. Tancredo Neves)
Capacidade 900 TR
Sistema principal Água gelada — chiller parafuso condensação a água
Equipamentos terminais Fancoils e fancoletes (edifício) · Dual fluid de precisão (galerias)
Galerias de exposição 4 galerias · ~1.200 m²
Teatro 262 lugares
Cinema 70 lugares

Descrição do projeto

Poucos projetos de engenharia HVAC no Brasil carregam tanta responsabilidade simbólica quanto a climatização do CCBB Brasília. O Centro Cultural Banco do Brasil funciona dentro do Edifício Tancredo Neves — projetado por Oscar Niemeyer, com sua icônica fachada curva em concreto aparente e janelas de formas orgânicas que se tornaram cartão-postal da capital federal. O complexo ocupa um terreno de 380.000 m² às margens do Eixo Monumental e é um dos centros culturais mais visitados do mundo, recebendo milhões de pessoas por ano em suas galerias, teatro, cinema e espaços educativos.

Climatizar um espaço cultural desse porte não é apenas uma questão de conforto — é uma questão de preservação patrimonial. As quatro galerias de exposição, que somam cerca de 1.200 m², recebem acervos itinerantes de museus internacionais, instalações de arte contemporânea e peças históricas de valor inestimável. Uma tela de Monet, uma escultura em bronze do século XVIII ou uma fotografia original de Sebastião Salgado exigem condições ambientais absolutamente estáveis — tipicamente 21°C ± 1°C e 50% ± 5% de umidade relativa, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Qualquer desvio pode provocar craqueamento de tintas, oxidação de metais, deformação de suportes em madeira ou degradação irreversível de materiais orgânicos.

Para atender essa exigência, as galerias foram equipadas com unidades dual fluid de precisão — equipamentos que operam simultaneamente com serpentinas de água gelada (resfriamento) e resistências ou serpentinas de água quente (reaquecimento), permitindo desumidificação ativa sem queda de temperatura. Essa tecnologia garante controle fino e contínuo dos setpoints, com variação mínima mesmo durante as transições de carga térmica causadas pelo fluxo variável de visitantes ao longo do dia.

O teatro, com capacidade para 262 espectadores, e o cinema, com 70 lugares, impõem outro nível de complexidade: a climatização precisa ser imperceptível. Difusores de baixa velocidade, dutos com atenuadores acústicos e equipamentos selecionados por nível de pressão sonora garantem que o sistema opere em silêncio absoluto durante apresentações, projeções e concertos. A renovação de ar é dimensionada para ocupação plena, mantendo qualidade do ar interior (QAI) dentro dos parâmetros da RE ANVISA nº 09 mesmo nas sessões lotadas.

A central térmica é composta por chillers tipo parafuso com condensação a água, alimentados por torre de resfriamento dedicada com tratamento químico automatizado. A escolha por condensação a água — e não a ar — proporciona maior eficiência energética (COP superior) e operação mais silenciosa, fundamental em um edifício cultural onde o ruído externo de condensadores a ar seria inaceitável. A distribuição nos ambientes é feita por fancoils e fancoletes, com zoneamento que permite controle independente de temperatura em cada espaço conforme sua ocupação e finalidade.

Com 900 TR de capacidade instalada nos 15.000 m² do Edifício Tancredo Neves, este projeto representa a convergência entre engenharia de precisão e respeito à arquitetura modernista brasileira — onde cada decisão técnica foi tomada para ser invisível ao visitante, mas absolutamente determinante para a preservação do patrimônio cultural que o CCBB abriga. Um dos projetos mais singulares e exigentes do portfólio da Siqueira e Blanco.

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Atuamos com soluções de HVAC para espaços culturais, museus e teatros, com controle de precisão para preservação de acervos e conforto de público.

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